Não pregue os olhos: os 60 anos de “Janela Indiscreta”

Foto: InternetSe Alfred Hitchcock já havia demonstrado muita habilidade ao trabalhar com apenas um cenário em “Festim Diabólico” (Rope, 1948), expandiu ainda mais seus horizontes ao abrir sua janela de ideias. Com roteiro baseado em conto de Cornell Woolrich – publicado originalmente em 1942 – sob o título “It Had To Be Murder” (cujo livro este blogueiro leu no ano passado e, pasmem, deve MUITO ao filme), “Janela Indiscreta” é mais uma daquelas aulas de cinema proporcionadas apenas por quem realmente entende muito do assunto.

Atuações primorosas de James Stuart não são os únicos fatores a unir ambos os filmes, realizados com seis anos de espaçamento. O conceito de espaço, aliás, é a particularidade que une ambas as obras-primas. Se no primeiro os assassinos ficam o tempo inteiro em evidência, no segundo, permanece a meio quarteirão de distância. Sempre desfocado por um olhar curioso de um “novo voyeur”, que se utiliza de um par de binóculos e uma teleobjetiva para observar as vidas de outrem passar sob diversas perspectivas.

Obrigado a permanecer em casa em função de uma perna quebrada, o jornalista L.B. Jeffries, o Jeff (Stewart) se envolve, sem querer, em uma trama obscura, cujos detalhes são apresentados pouco a pouco pelo Mestre do Suspense. Que o “sem querer” da frase anterior seja lido apenas no que tange sua participação ativa no caso. Espiando constantemente a vida de seus vizinhos, fez “por querer” a tentativa de desvendar o mistério: teria o Sr. Thorwald (Raymond Burr) dado um sumiço em sua esposa? E que “tipo” de sumiço?

– Conheça mais sobre a edição especial de Janela Indiscreta em Blu-Ray

Foto: InternetA sensação de claustrofobia gerada por um personagem que não sai de seus pijamas e da cadeira de rodas, complementada por um calor infernal, deixa o clima de tensão ainda mais acentuado. Ao passo em que tenta desvendar o mistério, cria o atenuante ao motivar sua namorada, Lisa (Grace Kelly) a ser cúmplice de sua própria paranoia. A fotografia que acompanha o desenrolar dessa estória, é bela e esclarecedora. No entanto, está longe de ser a grande atração do longa.

O mais interessante é o fato de nós, espectadores, passarmos a ser cúmplices tais quais a linda princesa de Mônaco. No gigantesco cenário construído em literais andares – algo absolutamente novo e genial na época – somos colocados atrás das lentes de Jeff para entendermos a sua perspectiva e observarmos pelo seu olhar. Nos poucos momentos em que prega os olhos, nos tornamos testemunhas oculares de fatos que passam desapercebidos pelo mesmo em um primeiro momento. E o grande trunfo do cineasta britânico nos pega de surpresa: nós passamos a ser os “voyeurs”. “Janela Indiscreta” deixa de ser um filme e passa a ser uma situação da qual queremos respostas. E, se possível, ajudar Jeff a não pregar mais os olhos…

Especificações técnicas
Filme: “Janela Indiscreta”
Nome original: “Rear Window”
País e ano: Estados Unidos/ 1954
Produtoras: Paramount Pictures (A Paramount Release) e Patron Inc
Duração: 112 min
Fotografia: Colorida
Gênero: Suspense
Direção: Alfred Hitchcock
Roteiro: John Michael Hayes (baseado em livro de Cornell Woolrich)
Produção: Alfred Hitchcock
Música: Franz Waxman
Elenco: James Stewart (L.B. ‘Jeff’ Jefferies), Grace Kelly (Lisa Carol Fremont), Wendell Corey (Detective Lieutenant Thomas J. Doyle), Thelma Ritter (Stella), Raymond Burr (Lars Thorwald), Judith Evelyn (Miss Lonelyhearts), Ross Bagdasarian (Songwriter), Georgine Darcy (Miss Torso), Sara Berner (Woman on Fire Escape), Frank Cady (Man on Fire Escape), Jesslyn Fax (Miss Hearing Aid), Irene Winston (Mrs. Emma Thorwald), Rand Harper (Newlywed), Havis Davenport (Newlywed).

Blu-Rays de “Bates Motel” chegam em 2 de outubro

Foto: DivulgaçãoA Universal Home Video anunciou a chegada das duas temporadas de “Bates Motel” em Blu-Ray para o dia 2 de outubro. Porém, a série virá completa em apenas um box e, separadas, continuam sem previsão de lançamento. O preço inicial do mais novo desejo dos fãs da franquia iniciada pelo Mestre do Suspense Alfred Hitchcock (com Psicose – Psycho -, em 1960) é de R$ 149,90 e já está em pré-venda nas principais lojas especializadas pela internet. Ao todo, seis discos compõem a caixa, que, segundo informações do Blog do Jotacê, no UOL, segue um padrão estabelecido pela versão britânica em seus especiais. A caixa contém os 20 episódios exibidos até agora, sendo dez de cada uma das respectivas temporadas.

Seriam os extras do novo produto: Cenas deletadas, Manga Cards, Trailers e previews, Paley Center Panel Discussion with the Cast and Crew e três mini documentários: Origens de Um Psicopata: Dentro de Bates Motel (Origins of a Psycho: Inside Bates Motel), After Hours Bates Motel: Estréia da Segunda Temporada (Bates Motel: After Hours – Season Two Premiere) e After Hours Bates Motel: Final da Segunda Temporada (Bates Motel: After Hours – Season Two Finale). Áudio e legendas devem vir em três línguas: inglês, português e francês.

Foto: DivulgaçãoA segunda temporada, já exibida até o fim no Universal Channel do Brasil, também tem previsão de chegada em DVD na mesma data dos Blu-Rays. A caixa vem com três discos, a exemplo da primeira temporada e custará R$ 79,90. Neste caso, no entanto, os especiais serão reduzidos a quatro: Cenas Excluídas e os três mini documentários: Origens de Um Psicopata: Dentro de Bates Motel, After Hours Bates Motel: Estréia da Segunda Temporada e After Hours Bates Motel: Final da Segunda Temporada. Áudio e legendas? Apenas em inglês e português.

Ingrid Bergman e o 29 de Agosto

Foto: Internet/GoogleQuisera o destino “brincar” com o 29 de agosto. Na mesma data em que nasceu uma das maiores estrelas da história do cinema mundial, recorda-se também o dia em que a mesma partiu para o plano espiritual. Neste meio tempo, em exatos 67 anos (de 1915 à 1982), Ingrid Bergman emprestou seus carisma, beleza e talento para encantar plateias ao redor do planeta.

Com 49 trabalhos na filmografia – sendo 13 na Suécia, seu país natal – a loira dos olhos claros nasceu com sangue de artista. Seu pai, Justus Bergman, era fotógrafo e lhe transmitiu o amor que nutriu pelo teatro. Chegou à Hollywood em 1939 e, sob a batuta do Mestre do Suspense, Alfred Hitchcock, foi protagonista em três longas: interpretou a Dra. Constance Petersen em “Quando Fala o Coração” (Spellbound, 1945), Alicia Huberman em “Interlúdio” (Notorious, 1946) e Lady Henrietta Flusky em “Sob o Signo de Capricórnio” (Under Capricorn, 1949).

Reza a lenda de que o ciúme de Hitch pela atriz era tão fulminante quanto suas críticas à mesma. Sua dedicação às personagens rendia-lhe diários “É apenas um filme, Ingrid”. Contou uma vez a artista, sobre o seu ímpeto em aceitar papeis em longas baseados em grandes obras literárias e temas de grande envergadura, que Hitchcock a aconselhava do contrário: se quisesse ser lembrada e eternizada como uma grande atriz, teria de fugir de grandes produções para sobressair-se em relação à estória e ao roteiro: “trabalhe em filmes bons e baratos”.

Foto: Internet/GoogleAo contrário do que muitos pensam, Ingrid não tinha qualquer parentesco com o diretor Ingmar Bergman, também sueco. Em uma belíssima carreira, ainda destacou-se por Maria em “Por Quem os Sinos Dobram” (For Whom The Bell Tolls, 1943), ganhou Oscar de Melhor Atriz por Paula Alquist em “À Meia-Luz” (Gaslight, 1944) e marcou época como Joana D’Arc, em filme homônimo (Joan of Arc, 1948). Voltou a ser premiada pela Academia em duas oportunidades: novamente como Melhor Atriz pela personagem Anna Koreff em “Anastasia – A Princesa Esquecida” (Anastasia, 1956) e Melhor Atriz Coadjuvante em “Assassinato no Expresso Oriente” (Murder on the Orient Express, 1974), quando apareceu como Greta.

Seu grande papel no entanto, foi como  Ilsa Lund Laszlo, em 1942. Ao lado de Humphrey Bogart, eternizou Casablanca como um dos maiores clássicos da história da sétima arte.

Casou-se três vezes: em 1936 com Petter Lindström, com quem teve uma filha, Pia, com o diretor italiano Roberto Rossellini, cuja união gerou três crias – Roberto e as gêmeas Isotta Ingrid e Isabella (a atriz Isabella Rossellini) – e, por último, com o produtor sueco Lars Schmidt, de quem também se divorciou, em 1975. Após seis anos de luta contra o câncer de mama, não resistiu. Em 1982, partiu bem no dia de seu aniversário.

Nos 115 anos de Hitch, o presente vai para os fãs

Foto: Divulgação ParamountNo dia em que o cineasta britânico Alfred Hitchcock completaria 115 anos, quem ganhou o presente foram seus fãs brasileiros. A Universal Home Video (junto à Paramount) confirmou, para o dia 24 de setembro (uma quarta-feira), o lançamento de duas edições especiais em Blu-Ray de dois dos mais célebres filmes do Mestre do Suspense.

Ambas as versões serão disponibilizadas aos amantes da sétima arte e aos colecionadores de plantão em função das datas arredondadas de seus aniversários de lançamento: “Janela Indiscreta” (Rear Window, 1954), que completa 60 anos e “Marnie – Confissões de Uma Ladra” (Marnie, 1964), visto pela primeira vez há meio século.

Assim como nas versões especiais de “Psicose” (Psycho, 1960) e “Os Pássaros” (The Birds, 1963), os novos Blu-Rays virão com ítens especiais. Além de luvas, quatro cards, cada um, com cenas do filme e pôsteres em tecido da nova arte elaborada para a capa de ambos.Foto: Divulgação Paramount

A distribuidora ainda não confirmou se os extras serão diferentes de suas versões simples (que são idênticas às do box de colecionador) ou se um novo material foi preparado. Sabe-se, apenas que cada um sairá pela bagatela de R$ 69,99.

PS: Como este blogueiro não teve tempo hábil para um post mais elaborado sobre o niver do cineasta que dá nome à este veículo, recomenda o artigo escrito nesta mesma data, no ano passado, para quem puder apreciar, e dar esta força ao Hitchcock Brasil! Basta clicar aqui! Muito obrigado! E Viva o Mestre do Suspense!!!

Universal estreia 2ª temporada de “Bates Motel”

Foto: Divulgação A&EO próximo dia 24 de julho significa algo especial para os fãs de um bom suspense/terror. Não importe se for uma série ou um filme. Ainda mais se ele for oriundo de uma obra magnífica do Mestre do Suspense. O Universal Channel do Brasil começa a exibir, nesta quinta-feira, a segunda temporada da excelente série “Bates Motel”. Prequel contemporâneo, mostra a história de Norman Bates antes de tudo aquilo que rola em “Psicose” (Psycho, 1960), de Alfred Hitchcock, e já conhecemos de cor e salteado.

O episódio da reestreia retoma de onde tudo parou na primeira temporada (SPOILER ALERT! Não continue lendo se você ainda irá assistir aos 10 episódios de estreia!). Intitulado “Gone But Not Forgotten”, o capítulo começa com Norma (Vera Farmiga) recebendo a notícia da morte de Miss Watson (Keegan Connor Tracy). Norman (Freddie Highmore) não entende o que aconteceu e fica emocionalmente muito abalado. Enquanto isso, a perturbada Bradley (Nicola Peltz), tenta o suicídio.

Passam-se quatro meses até que Norma comece a se incomodar com o filho praticando taxidermia com o pai de Emma (Olivia Cooke). Esta, aliás, está cada vez mais mergulhada em seu emprego no Motel da família Bates.

O Universal Channel reprisa o primeiro capítulo em dois horários: na madrugada de quinta (dia da estreia) para sexta-feira (25 de julho), às 1h50; No domingo, dia 27, às 23h e na madrugada do dia 27 para o dia 28 às 4h.

Cinema Libre tem 18 filmes de Hitch gratuitos na Web

Foto: ReproduçãoA você que deseja conhecer melhor a carreira de Alfred Hitchcock ou, se já conhece, deseja rever algumas das obras-primas do Mestre do Suspense, aí vai uma dica bem bacana. O site Cinema Libre, de domínio brasileiro, disponibiliza, gratuitamente, 18 longas do cineasta britânico em suas versões completas para visualização na própria internet. O site deixa no ar apenas filmes que se encontram sob domínio público em território brasileiro em versões integrais e legendadas.

Foto: ReproduçãoDe Hitch, podem ser acessadas as seguintes produções: “The Pleasure Garden” (1925); “Easy Virtue” (1927), “O Ringue” (The Ring, 1927), “Pobre Pete” (O Ilhéu – The Manxman, 1929), Chantagem e Confissão (Blackmail, 1929), “Juno e o Pavão (Juno and the Paycock, 1930), “Assassinato” (Murder!, 1930), “O Mistério do Nº 17” (Number Seventeen, 1932), O Homem Que Sabia Demais (The Man Who Knew Too Much, 1934), “Os 39 Degraus” (The 39 Steps, 1935), “Sabotagem” (Sabotage, 1936), “O Agente Secreto” (Secret Agent, 1936), “A Dama Oculta” (The Lady Vanishes, 1938), “A Estalagem Maldita” (Jamaica Inn, 1939), “Rebecca – A Mulher Inesquecível” (Rebecca, 1940), “Correspondente Estrangeiro” (Foreign Correspondent, 1940),  “Suspeita” (Suspicion, 1941) e “Sabotador” (Saboteur, 1942).

Para acessar apenas aos filmes do diretor britânico, clique aqui e divirta-se!

O telefone tocou há 60 anos: o aniversário de “Disque ‘M’ Para Matar”

Foto: DivulgaçãoHá exatos 60 anos, os cinemas de todo o mundo recebiam duas boas notícias. A primeira, e mais usual, era a da iminente chegada de mais uma obra de Alfred Hitchcock às telonas para os fãs de suspense e da sétima arte. A segunda é de que aquela fita não prometia apenas a já conhecida qualidade do trabalho do cineasta. Vinha também com a proposta de colocar o espectador “para dentro da história” com as imagens em 3D.

“Disque ‘M’ Para Matar” foi filmado com duas câmeras que, por meio de imagens sobrepostas, simulam a profundidade da terceira dimensão. Para os dias atuais, uma maneira obsoleta de se chegar ao resultado. Porém, na época, uma inovação que teve pouquíssimas cópias exibidas durante seu lançamento (Nota do blogueiro: No ano passado, a película teve as cores originais recuperadas com a tecnologia “4K” – ou “Ultra HD” – qualidade de imagem quatro vezes maior do que a “Full HD”).

Baseado em peça de Frederick Knott, que também assina o roteiro do filme, “Disque M” mostra a história do triângulo amoroso formado pelo ex-tenista Tony Wendice (Ray Milland), sua mulher Margot Mary Wendice (Grace Kelly) e o escritor Mark Halliday (Robert Cummings). Enquanto viajava em competição, Wendice é traído pela abastada esposa. Temendo perdê-la para o suposto amante e, consequentemente, sua vasta herança, o personagem central chantageia um antigo colega de faculdade para executar seu plano: estrangulá-la em casa e fazer com que se Foto: Divulgaçãopareça com o ataque de um assaltante. Porém, o esquema não sai como planejado. Algo muito errado acontece e Tony precisa mudar os planos para poder tirar proveito da situação.

Porquê ver?
Não bastassem a riqueza da direção de arte (que acerta na mosca em todos os elementos da produção – tanto cenográfica quanto em figurino) e a fotografia (tratada de forma cuidadosa e ressaltada com cores sobressalentes especialmente em função da utilização do 3D), “Disque ‘M’ Para Matar” é uma aula de construção de personagens e roteiro.

O mérito de Hitchcock neste caso foi o de utilizar a sua própria crença para mexer pouco nas linhas escritas por Knott. O diretor inglês acreditava que a adaptação uma peça para o cinema demandava alterar o mínimo possível no texto original, pois este ficaria sob o grande risco de perder a sua unidade.

Foto: DivulgaçãoAlém disso, expõe, na elegância dos traços de seus personagens e do alto de suas respectivas classes sociais, o contraponto de pessoas aparentemente “do bem” com seus graves desvios de personalidade. Principalmente por meio da esposa adúltera e do marido psicopata, cujo principal vestígio de transgressão se dá em virtude de sua habilidade de encobrir fatos e sentimentos no intuito único de atingir seu grande objetivo: cometer o crime que o deixaria rico.

“Disque ‘M'”, portanto, é um longa que funciona pelo conjunto de seus elementos. A beleza estética de uma fotografia cujos componentes cinematográficos (incluindo a presença de estrelas de renome internacional no elenco) beira a perfeição. Ao mesmo tempo, a construção da história em si tem força tanto nas convincentes atuações quanto na sequência lógica do roteiro, mantida por um cineasta cuja visão é capaz de dar, à narrativa, a construção que ela merece.

Especificações técnicas
Filme: “Disque ‘M’ Para Matar”
Nome original: “Dial ‘M’ For Murder”
País e ano: Estados Unidos/ 1954
Produtoras: Warner Bros. Pictures (Warner Bros + First National Picture)
Duração: 105 min
Fotografia: Colorido
Gênero: Suspense
Direção: Alfred Hitchcock
Roteiro: Frederick Knott (baseado em peça do próprio roteirista)
Produção: Alfred Hitchcock
Música: Dimitri Tiomkin
Elenco: Ray Milland (Tony Wendice), Grace Kelly (Margot Mary Wendice), Robert Cummings (Mark Halliday), John Williams (Chief Inspector Hubbard), Anthony Dawson (Captain Lesgate – Swann), Leo Britt (The Storyteller), Patrick Allen (Detective Pearson), George Leigh (Detective Williams), George Alderson (First Detective), Robin Hughes (Police Sergeant O’Brien).

Blog quer ajuda: você conhece filmes que homenageiam Hitch?

Foto: DivulgaçãoObservando há alguns dias a página “Remakes e Sequências” deste blog, o autor do mesmo se deu conta de uma “falta”. Muitos filmes de Alfred Hitchcock foram, com o passar dos anos, sendo homenageados por outros longas, que se utilizaram de cenas, falas e outras características das obras-primas do Mestre do Suspense e não estão citados no intertítulo “Filmes-Homenagem”.

Dentre algumas produções que pediram licença poética aos sucessos eternizados por Hitch estão, por exemplo, “Por Um Fio” (Phone Booth, 2002) e “Vestida Para Matar” (Dressed to Kill, 1980). Nestes, os diretores Joel Schumacher e Brian De Palma, respectivamente, utilizaram-se de aspectos de “Os Pássaros” (The Birds, 1963) e “Psicose” (Psycho, 1960), para montar seus roteiros, storyboards e e, seguida, rodar filmes que foram sucesso de crítica e bilheteria.

PorUmFioPorém, para conseguir chegar à uma lista que não seja injusta com qualquer longa sequer, este autor pede ajuda aos fãs de Hitchcock para conseguir chegar lá. Será que posso contar com vocês? Assim que considerá-la “pronta”, todas as sugestões acatadas serão creditadas neste mesmo post para, em seguida, figurarem na página fixa do menu acima. E aí…Quem se habilita?

Filmes-Homenagem
1980 –  “Vestida Para Matar” (Dressed to Kill, 1980), dirigido por Brian De Palma
2002 –  “Por Um Fio” (Phone Booth, 2002), dirigido por Joel Schumacher

Animador tem ‘curta’ em homenagem a Hitchcock

Foto: Blog do autorO ilustrador e animador norte-americano Tim Luecke presenteou os fãs de Alfred Hitchcock no início de 2013 com um curta animado que faz referência a algumas das principais obras-primas do Mestre do Suspense, tais como “Os 39 Degraus” (The 39 Steps, 1935), “Pacto Sinistro” (Strangers On a Train, 1951), “Janela Indiscreta” (Rear Window, 1954), “O Homem Que Sabia Demais” (The Man Who Knew Too Much, 1956), “Um Corpo Que Cai” (Vertigo, 1958), “Intriga Internacional” (North By Northwest, 1959), “Psicose” (Psycho, 1960) e “Os Pássaros”, (The Birds, 1963).

Com o gancho no lançamento dos filmes “Hitchcock” (2012) e “The Girl” (2012), o novaiorquino formado na Fordham University tirou inspiração em personagens marcantes do diretor britânico para trabalhar sua própria visão do cineasta.

Na época, inclusive, Lucke admitiu estar no meio de um curso específico sobre Hitch na faculdade. Abaixo, transcrição em inglês de seu blog durante a produção. Na sequência, a tradução do texto e, por fim, o vídeo extraído do Youtube.

Foto: Blog do autor

Texto original
“Hitchcock seems to be showing up everywhere these days, from HBO original movies to major motion pictures to an upcoming A&E original series. It’s certainly an exciting time to be taking a “Films of Alfred Hitchcock” course at Fordham. Aside from studying the master technician’s films in depth, the class also offers its students the opportunity to produce creative projects in the vein of Hitchcock.
For my project, I’ve been developing an animated medley of Hitchcock characters and tropes—from men on the run to antagonistic birds to strangers on trains. The final piece will clock in at about one minute and thirty seconds, and will feel a bit like a Pixar end-credits sequence“.

Texto traduzido
“Hitchcock aparenta estar presente em tudo o que é lugar nesses dias. De filmes originais da HBO [The girl] até grandes produções de cinema [Hitchcock] e também uma série original da A&E [Bates Motel]. Certamente é uma época precisa para estar em um curso específico “Films of Alfred Hitchcock” na Fordham. Além de estudar aprofundadamente as técnicas aplicadas nos filmes do mestre, a disciplina ainda oferece aos estudantes uma oportunidade de produzir projetos criativos com a ‘veia’ de Hitchcock.
No meu caso, venho desenvolvendo um ‘medley’ animado com personagens e alegorias—de homens em fuga até pássaros antagonísticos e ‘estranhos em um trem’. O produto final terá aproximadamente um minuto e meio e será parecido com aquelas sequências dos créditos finais de filmes da Pixar”.

Nove longas de Hitch são “Patrimônio Mundial” pela Unesco

Foto: DivulgaçãoMais uma para a sessão “Você Sabia?”.

Em julho do ano passado, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) classificou nove filmes dirigidos pelo cineasta Alfred Hitchcock como “Patrimônio Mundial”. Mudos e com fotografia em preto e branco, todos foram produzidos entre os anos de 1925 e 1929. Segundo o órgão, eles se tornaram herança britânica por serem “um marco do cinema inglês, e diretrizes para o resto da obra do diretor”.

A lista dos longas, que inclui “The Pleasure Garden” (1925), primeira obra do Mestre do Suspense, ainda tem os seguintes volumes: “O Inquilino Sinistro” (The Lodger, 1926); “Downhill” (1927); “Easy Virtue” (1927);  “O Ringue” (The Ring, 1927), “A Mulher do Fazendeiro” (The Farmer’s Wife, 1928); “Champagne” (1928); “Pobre Pete (O Ilhéu)” (The Manxman, 1929); “Chantagem e Confissão” (Blackmail, 1929).

Em 2012, todos os filmes selecionados ganharam versões restauradas, que rodam as principais cidades da Europa e dos Estados Unidos desde então para serem exibidas à crítica em ao público.

Abaixo, o trailer de “O Inquilino Sinistro”, um dos melhores longas de toda a carreira de Alfred Hitchcock.

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